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GP de Madri 2026: que horas é a corrida e onde assistir

O Madring estreia no calendário com 22 curvas e uma inclinação de 24% inédita na F1. Veja os horários de todas as sessões em Brasília, onde assistir no Brasil e o que ninguém sabe sobre o novo circuito.

PorRicardo Mendes
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GP de Madri 2026: que horas é a corrida e onde assistir
Ilustração — O Madring, novo circuito de Madri, estreia no calendário da F1 como 14ª etapa da temporada 2026.

O GP de Madri 2026 é a única etapa do ano em que ninguém tem dados. O Madring estreia no calendário entre sexta (11) e domingo (13 de setembro), e é o primeiro circuito genuinamente novo que a Fórmula 1 visita nesta temporada — o que muda o peso de cada sessão do fim de semana.

Abaixo, os horários em Brasília, onde assistir no Brasil e o que se sabe sobre o traçado até agora.

Horários do GP de Madri 2026 em Brasília

A Espanha está no horário de verão europeu (CEST, UTC+2), cinco horas à frente de Brasília:

SessãoDiaHorário (Brasília)
Treino Livre 1Sexta, 11/0908h30
Treino Livre 2Sexta, 11/0912h00
Treino Livre 3Sábado, 12/0907h30
ClassificaçãoSábado, 12/0911h00
CorridaDomingo, 13/0910h00

Onde assistir o GP de Madri no Brasil

  • Band (TV aberta) — classificação e corrida
  • BandSports (TV fechada) — todas as sessões
  • F1 TV Pro (streaming) — todas as sessões
  • Band+ — sinal da Band no streaming próprio

Um circuito que ninguém rodou

O Madring tem 5,4 km, 22 curvas e 57 voltas de corrida, num traçado misto que combina trechos de rua com seções permanentes ao redor do complexo de feiras da IFEMA, no nordeste de Madri.

A ausência de dados históricos altera a dinâmica do fim de semana inteiro. Sem referência de anos anteriores, os simuladores das equipes trabalham com modelagem pura — e o TL1 de sexta deixa de ser rotina para virar coleta de informação básica: aderência real do asfalto, degradação de pneu, altura de carro viável, limites de zebra.

Circuitos novos costumam produzir dois efeitos previsíveis. O primeiro é a evolução acelerada da pista: o asfalto virgem ganha borracha a cada sessão, e os tempos caem de forma contínua até domingo, o que penaliza quem roda cedo na classificação. O segundo é a chance elevada de bandeira amarela e safety car, com pilotos explorando limites que ainda não conhecem.

La Monumental, a curva mais inclinada já feita para a F1

O traçado tem um elemento que não existe em nenhum outro lugar do calendário: uma curva de 24% de inclinação e cerca de 500 metros de extensão, batizada de La Monumental. Para comparação, a Arie Luyendijk de Zandvoort — a referência atual — tem 18%.

Inclinação alta empurra o carro contra o solo e permite passar mais rápido do que a física de uma curva plana permitiria. O efeito colateral é a carga vertical extra sobre a suspensão e sobre os pneus, num ponto específico da volta, repetido 57 vezes. Como a Pirelli também não tem histórico da pista, a escolha de compostos para a estreia carrega uma margem de incerteza maior que o normal.

O que esperar de um traçado misto

O Madring não é um circuito de rua puro nem um autódromo permanente. Parte do traçado corre entre construções e muros do complexo da IFEMA, com o perfil travado típico de rua; outra parte usa asfalto novo e áreas de escape convencionais, mais próximo de um circuito tradicional.

Essa mistura tende a criar um problema de acerto parecido com o de Baku ou Jeddah: um setor pede estabilidade em baixa velocidade e proteção contra zebra alta, outro pede eficiência aerodinâmica. A diferença é que aqui nenhuma equipe tem histórico para saber qual dos dois compromissos rende mais tempo de volta.

As 22 curvas colocam o Madring entre os traçados mais sinuosos do calendário — mais curvas que Baku (20) e o dobro de Monza (11). Numa volta de 5,4 km, isso significa poucos trechos de descanso e uma exigência física relevante, agravada pelo calor de Madri em setembro.

O contexto de campeonato na 14ª etapa

Madri chega com a temporada já definida em cima: Kimi Antonelli lidera com 219 pontos e a Mercedes soma 379 nos construtores, à frente da Ferrari com 307. O quadro completo está na classificação.

Etapas em circuitos novos historicamente favorecem equipes com melhor capacidade de correlação entre simulador e pista — quem acerta a janela de acerto na sexta ganha meio fim de semana de vantagem sobre quem passa o sábado corrigindo.

O TL1 de sexta vale mais do que o normal

Em um fim de semana comum, o primeiro treino livre serve para confirmar o que o simulador já apontou. Em Madri, ele serve para descobrir.

Há uma lista de perguntas que só a pista responde: quanto de aderência o asfalto novo oferece, quanto ele evolui entre sessões, se as zebras podem ser atacadas ou destroem o assoalho, qual altura de carro sobrevive à compressão de La Monumental, e quanto os pneus degradam num traçado que ninguém rodou.

Times que chegam com boa correlação entre simulador e realidade transformam essas respostas em acerto ainda na sexta. Os demais passam o sábado corrigindo, e chegam à classificação com um carro que ainda não é o melhor que poderiam ter.

Vale lembrar que estreias costumam ter pista suja e evolução forte de aderência ao longo do fim de semana. Isso pesa contra quem roda cedo em cada segmento da classificação — a ordem de saída no Q1 e no Q2 vira um fator de sorte maior que o habitual.

Dois GPs na Espanha no mesmo ano

2026 é a temporada em que a Espanha aparece duas vezes no calendário. Barcelona-Catalunya cumpriu contrato em junho, na 7ª etapa, e Madri entrou como praça nova. É uma sobreposição de transição — o modelo que a F1 tem usado para trocar sedes sem abrir buraco no calendário.

A convivência gera uma curiosidade de nomenclatura: oficialmente, o evento de junho é o Grande Prêmio da Espanha e o de setembro é o Grande Prêmio de Madri. Na prática, o público brasileiro tende a chamar os dois de "GP da Espanha", o que costuma confundir na hora de procurar horário de transmissão. Se você buscou por GP da Espanha e caiu aqui, a corrida em questão é a de 13 de setembro, no Madring — a de Barcelona já aconteceu.

Resultado, pódio e a cobertura completa do fim de semana ficam no hub do GP de Madri 2026. As outras etapas estão no calendário.

Perguntas frequentes

Que horas é a corrida do GP de Madri 2026 em Brasília?

A corrida começa às 10h de domingo, 13 de setembro, com 57 voltas no Madring. No horário local (CEST) a largada é às 15h.

Onde assistir o GP de Madri 2026 no Brasil?

Band e BandSports na TV, F1 TV Pro no streaming e Band+ pelo aplicativo da Band. Os treinos livres ficam no BandSports e na F1 TV Pro.

Por que a Espanha tem dois GPs em 2026?

Barcelona-Catalunya manteve contrato até 2026 e Madri entrou como etapa nova, então as duas convivem na mesma temporada. O GP da Espanha em Barcelona aconteceu em junho, na 7ª etapa.

O que é a curva La Monumental do Madring?

É uma curva com 24% de inclinação e cerca de 500 metros de extensão, a mais inclinada já construída para a F1. A referência anterior era Zandvoort, com 18%.

O Madring tem recorde de volta?

Ainda não. Como o circuito estreia em 2026, a primeira volta rápida da corrida estabelece o recorde oficial.