GP de Madri 2026: que horas é a corrida e onde assistir
O Madring estreia de 11 a 13 de setembro. Veja os horários de todas as sessões em Brasília, onde assistir ao vivo no Brasil e o que muda no novo circuito.

O GP de Madri 2026 será disputado entre sexta-feira (11) e domingo (13 de setembro), com largada às 10h de Brasília. O Madring estreia no calendário como a 14ª etapa da temporada e coloca pilotos e equipes diante de um circuito sem histórico de corrida da Fórmula 1.
A programação oficial da Fórmula 1 confirma cinco sessões de F1, sem sprint. Abaixo estão os horários convertidos para Brasília, as opções de transmissão no Brasil e o que já é verificável sobre o novo traçado.
Horários do GP de Madri 2026 em Brasília
A Espanha está no horário de verão europeu (CEST, UTC+2), cinco horas à frente de Brasília:
| Sessão | Dia | Horário (Brasília) |
|---|---|---|
| Treino Livre 1 | Sexta, 11/09 | 08h30 |
| Treino Livre 2 | Sexta, 11/09 | 12h00 |
| Treino Livre 3 | Sábado, 12/09 | 07h30 |
| Classificação | Sábado, 12/09 | 11h00 |
| Corrida | Domingo, 13/09 | 10h00 |
Onde assistir o GP de Madri no Brasil
| Canal ou plataforma | Cobertura confirmada para 2026 |
|---|---|
| sportv | Treinos, classificação e corrida ao vivo |
| F1 TV Pro | Todas as sessões ao vivo, sob assinatura |
| TV Globo | Cobertura em TV aberta; transmissão ao vivo ou em diferido depende da grade do GP |
| Globoplay | Acesso aos sinais da Globo e do sportv conforme o plano do assinante |
A lista oficial de emissoras da F1 identifica TV Globo e sportv como as exibidoras no Brasil. O acordo anunciado pela própria categoria garante ao sportv todas as sessões ao vivo, enquanto a TV Globo mostra 15 GPs ao vivo por temporada e os demais em diferido.
Isso corrige a informação antiga de Band, BandSports e Band+: essas emissoras não são as detentoras oficiais dos direitos brasileiros em 2026. Para assistir ao vivo sem depender da definição da grade aberta, as opções confirmadas são sportv e F1 TV Pro.
Um circuito que ninguém rodou
O Madring tem cerca de 5,4 km, 22 curvas e 57 voltas de corrida, num traçado misto que combina trechos de rua com seções permanentes ao redor do complexo de feiras da IFEMA, no nordeste de Madri. O hub oficial da etapa registra distância de corrida de 308,524 km.
A ausência de dados históricos altera a dinâmica do fim de semana inteiro. Sem referência de anos anteriores, os simuladores das equipes trabalham com modelagem pura — e o TL1 de sexta deixa de ser rotina para virar coleta de informação básica: aderência real do asfalto, degradação de pneu, altura de carro viável, limites de zebra.
Circuitos novos costumam produzir dois efeitos previsíveis. O primeiro é a evolução acelerada da pista: o asfalto virgem ganha borracha a cada sessão, e os tempos caem de forma contínua até domingo, o que penaliza quem roda cedo na classificação. O segundo é a chance elevada de bandeira amarela e safety car, com pilotos explorando limites que ainda não conhecem.
La Monumental: 550 metros de curva inclinada
O traçado tem um elemento que não existe em nenhum outro lugar do calendário: uma curva de 24% de inclinação e quase 550 metros de extensão, batizada de La Monumental. A ficha técnica do circuito identifica o trecho como a curva 12, com 547,82 metros, e prevê cerca de seis segundos de passagem para cada carro.
O organizador classifica La Monumental como a curva inclinada mais longa do calendário. Para as equipes, o dado útil só aparecerá na pista: velocidade de passagem, carga sobre os pneus e margem para seguir outro carro ainda dependem do comportamento real do asfalto e dos monopostos de 2026.
O que esperar de um traçado misto
O Madring não é um circuito de rua puro nem um autódromo permanente. Parte do traçado corre entre construções e muros do complexo da IFEMA, com o perfil travado típico de rua; outra parte usa asfalto novo e áreas de escape convencionais, mais próximo de um circuito tradicional.
Essa mistura tende a criar um problema de acerto parecido com o de Baku ou Jeddah: um setor pede estabilidade em baixa velocidade e proteção contra zebra alta, outro pede eficiência aerodinâmica. A diferença é que aqui nenhuma equipe tem histórico para saber qual dos dois compromissos rende mais tempo de volta.
As 22 curvas colocam o Madring entre os traçados mais sinuosos do calendário — mais curvas que Baku (20) e o dobro de Monza (11). Numa volta de 5,4 km, isso significa poucos trechos de descanso e uma exigência física relevante, agravada pelo calor de Madri em setembro.
O campeonato antes do GP de Madri
Madri chega depois da vitória de Kimi Antonelli em Monza. O italiano lidera com 267 pontos, 66 à frente de George Russell, segundo com 201. Lewis Hamilton aparece em terceiro com 191, de acordo com a classificação oficial de pilotos.
A Mercedes soma 468 pontos no Mundial de Construtores, contra 346 da Ferrari e 287 da McLaren. A vantagem é ampla, mas não transforma a etapa em formalidade: um circuito novo aumenta a importância de aprender rápido e limita o valor dos acertos construídos em temporadas anteriores. O quadro completo está na classificação.
Para o público brasileiro, Gabriel Bortoleto chega em 14º no Mundial, com 10 pontos pela Audi. O principal objetivo do fim de semana será transformar o aprendizado do TL1 em um acerto que preserve pneus e dê confiança nas áreas cercadas por muros.
O TL1 de sexta vale mais do que o normal
Em um fim de semana comum, o primeiro treino livre serve para confirmar o que o simulador já apontou. Em Madri, ele serve para descobrir.
Há uma lista de perguntas que só a pista responde: quanto de aderência o asfalto novo oferece, quanto ele evolui entre sessões, se as zebras podem ser atacadas ou destroem o assoalho, qual altura de carro sobrevive à compressão de La Monumental, e quanto os pneus degradam num traçado que ninguém rodou.
Times que chegam com boa correlação entre simulador e realidade transformam essas respostas em acerto ainda na sexta. Os demais passam o sábado corrigindo, e chegam à classificação com um carro que ainda não é o melhor que poderiam ter.
Estreias costumam ter pista suja e evolução forte de aderência ao longo do fim de semana. Isso pesa contra quem roda cedo em cada segmento da classificação — a ordem de saída no Q1 e no Q2 pode ter influência maior que o habitual.
Dois GPs na Espanha no mesmo ano
2026 é a temporada em que a Espanha aparece duas vezes no calendário. Barcelona-Catalunya cumpriu contrato em junho, na 7ª etapa, e Madri entrou como praça nova. É uma sobreposição de transição — o modelo que a F1 tem usado para trocar sedes sem abrir buraco no calendário.
A convivência gera uma curiosidade de nomenclatura: o calendário da F1 identifica a prova de setembro como GP da Espanha em Madri, depois da etapa de Barcelona-Catalunha em junho. Se você buscou por GP da Espanha e caiu aqui, a corrida em questão é a de 13 de setembro, no Madring — a de Barcelona já aconteceu.
Resultado, pódio e a cobertura completa do fim de semana ficam no hub do GP de Madri 2026. As outras etapas estão no calendário.
Perguntas frequentes
Que horas é a corrida do GP de Madri 2026 em Brasília?
A corrida começa às 10h de domingo, 13 de setembro, com 57 voltas no Madring. No horário local (CEST) a largada é às 15h.
Onde assistir o GP de Madri 2026 no Brasil?
sportv e F1 TV Pro exibem todas as sessões ao vivo. A TV Globo integra a cobertura em TV aberta, mas a exibição ao vivo ou em diferido depende da grade; o Globoplay reúne os sinais da Globo conforme o plano.
Por que a Espanha tem dois GPs em 2026?
Barcelona-Catalunya manteve contrato até 2026 e Madri entrou como etapa nova, então as duas convivem na mesma temporada. O GP da Espanha em Barcelona aconteceu em junho, na 7ª etapa.
O que é a curva La Monumental do Madring?
É a curva 12 do Madring, com 547,82 metros de extensão e inclinação máxima de 24%. O organizador prevê que os carros permaneçam cerca de seis segundos nesse trecho.
O Madring tem recorde de volta?
Ainda não. Como o circuito estreia em 2026, a primeira volta rápida da corrida estabelece o recorde oficial.